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quarta-feira, 15 de abril de 2020

Campeões Nacionais de Hóquei em Patins

Campeões Nacionais de Hóquei em Patins (1.ª Divisão)

2018/19: FC Porto
2017/18: Sporting
2016/17: FC Porto
2015/16: Benfica
2014/15: Benfica
2013/14: Valongo
2012/13: FC Porto
2011/12: Benfica
2010/11: FC Porto
2009/10: FC Porto
2008/09: FC Porto
2007/08: FC Porto

2006/07: FC Porto

2005/06: FC Porto
2004/05: FC Porto
2003/04: FC Porto

2002/03: FC Porto
2001/02: FC Porto
2000/01: Óquei de Barcelos
1999/00: FC Porto
1998/99: FC Porto

1997/98: Benfica

1996/97: Benfica

1995/96: Óquei de Barcelos

1994/95: Benfica
1993/94: Benfica
1992/93: Óquei de Barcelos

1991/92: Benfica

1990/91: FC Porto
1989/90: FC Porto

1988/89: FC Porto
1987/88: Sporting

1986/87: FC Porto
1985/86: FC Porto
1984/85: FC Porto

1983/84: FC Porto
1982/83: FC Porto
1981/82: Sporting
1980/81: Benfica

1979/80: Benfica

1978/79: Benfica
1977/78: Sporting
1976/77: Sporting
1975/76: Sporting
1974/75: Sporting
1973/74: Benfica

1972/73: Desportivo Lourenço Marques
1971/72: Benfica

1970/71: Desportivo Lourenço Marques

1969/70: Benfica

1968/69: Desportivo Lourenço Marques
1967/68: Benfica

1966/67: Benfica
1965/66: Benfica

1964/65: CUF

De 1962 a 1964 não se disputou

1961/62: Ferroviário Lourenço Marques

1960/61: Benfica

1959/60: Benfica

1958/59: HC Sintra

1957/58: HC Sintra
1956/57: Benfica

1955/56: Benfica

1954/55: Paço de Arcos

1953/54: Campo de Ourique

1952/53: Paço de Arcos
1951/52: Benfica

1950/51: Benfica

1949/50: HC Sintra

1948/49: HC Sintra

1947/48: Paço de Arcos
1946/47: Paço de Arcos

1945/46: Paço de Arcos

1944/45: Paço de Arcos

1943/44: Paço de Arcos

1942/43: Futebol Benfica

1941/42: Paço de Arcos

1940/41: Futebol Benfica

1939/40: Futebol Benfica
1938/39: Sporting

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Hóquei em Valongo – Uma fervorosa paixão sobre rodas


Atreve-mo-nos a afirmar que serão poucas as terras deste nosso Portugal onde o futebol não assume o estatuto (indiscutível) de Desporto Rei. Esta suposição assume contornos de certeza em pelo menos uma localidade nacional, situada a norte, na região do Grande Porto, famosa a nível nacional por ser o berço da regueifa, do biscoito, da ardósia e… do hóquei em patins. Valongo, é o nome da terra em que o hóquei patinado stica para fora do rinque as atenções dadas ao fenómeno futebol, por outras palavras, a terra onde o hóquei em patins é rei, é a modalidade que dita leis em Valongo… onde o futebol passa completamente despercebido!
Vem isto a propósito de uma recente remexida no baú das (minhas) lembranças profissionais, em que dei de caras com uma entusiasmante reportagem sobre a história da Associação Desportiva de Valongo (ADV), o popular Valongo, que ainda há pouco (2014) surpreendeu o Mundo na sequência da conquista do título de campeão nacional da 1ª Divisão de hóquei em patins. Essa incursão profissional à “capital do hóquei em patins nacional” – é assim que os valonguenses se referem carinhosamente à sua terra, alegando que ali se vive a modalidade de uma forma diferente daquela que se vive no resto do país –, que na verdade mais não foi do que uma bela tarde passada na companhia de dezenas de memórias sobre a vincada paixão desta cidade às portas do Porto pelo hóquei, deu-se na abertura da exposição “Hóquei de Valongo – Um percurso sobre rodas”, a qual havia estado patente entre abril e agosto de 2013 no Museu Municipal de Valongo.
É pois o relato dessa viagem por algumas paragens da história da ADV – relato esse efetuado para o órgão de comunicação social para o qual eu trabalhava – que aqui se publica no sentido de perpetuar nestas vitrinas virtuais esta curiosa paixão sobre rodas de Valongo pelo hóquei.

Hóquei de Valongo: uma fervorosa paixão em exposição

«Dúvidas parecem não existir de que o hóquei em patins é de longe a modalidade rainha em Valongo. Uma conclusão muito fácil de tirar não só pela visível paixão semanal que os valonguenses demonstram pela sua Associação Desportiva de Valongo mas também aquando da inauguração da exposição “Hóquei de Valongo: Um Percurso sobre Rodas”, na passada noite de 5 de abril (2013), no Museu Municipal, local onde os muitos visitantes que marcaram presença na abertura do evento – mas também os muitos outros que já lá deram uma vista de olhos nos dias seguintes – puderam embarcar numa fascinante viagem ao passado para conhecer – ou recordar – a história daquela que é uma das grandes marcas de referência do nosso concelho, a Associação Desportiva de Valongo (ADV).

Fundada em 1955, a ADV é para o povo valonguense mais do que uma mera coletividade desportiva, é acima de tudo uma paixão, uma fervorosa paixão, para muitos até um modo de vida. A história do popular Valongo confunde-se com a da própria cidade que lhe dá o nome, e até mesmo com o do restante concelho, não sendo nada exagerado dizer que o hóquei patins foi – e continua a sê-lo – um dos principais responsáveis pela colocação da marca “Valongo” no mapa nacional e internacional ao longo destas quase seis décadas de história. É um pouco essa a ideia retirada após o visionamento desta fascinante exposição que conta de fio a pavio a não menos fascinante vida da ADV.

Percorrendo os caminhos da História

Deambulando pela montra de memórias os olhos arregalam-se quando encaramos de frente as vitrinas espalhadas pelo local, que guardam os rostos das primeiras lendas do clube, das primeiras equipas, tudo envolto na magia do “preto e branco”. Em paralelo encontramos as linhas que traçam a história do Valongo. Os tempos em que grupos de rapazes empolgados com as inolvidáveis campanhas internacionais da seleção portuguesa de hóquei de finais da década de 40 e princípios da de 50 recorre às hortas locais (!) para poder imitar os seus heróis dos rinques. As hortas? Perguntar-se-á por esta altura o leitor. Sim, às hortas, já que sem meios económicos para comprar os sticks de madeira com que se jogava ao hóquei os rapazes de Valongo utilizavam os talos das couves para sticar as bolas de trapo. João Lino do Vale era um desses meninos que sonhava dia e noite com o hóquei em patins, e não demorou muito a organizar jogos inter-ruas na Fábrica “A Separadora”, em Campo. Brincadeiras que seriam oficializadas em 1955, ano em que Lino do Vale e o restante grupo de amigos fundam a ADV. 

De lá para cá a história faz-se com vitórias, muitas, com dezenas de conquistas – que podem ser comprovadas com os muitos troféus de campeões (regionais e nacionais) aqui expostos – com a formação de lendários hoquistas portugueses, e com centenas de factos desportivos que entraram para a história do próprio concelho de Valongo. Factos que estão eternizados em jornais, cujos “recortes” passados estão agora vivos nesta exposição. Um desses recortes – que nos chamou particularmente à atenção – remonta a 1978, ano em que o Valongo garantiu a qualificação para a Taça dos Clubes Campeões Europeus! A história mereceu honras no jornal “A Bola” da época, que dá uma página inteira (!) ao feito alcançado pelo emblema do nosso concelho. Nas páginas esbatidas pelo tempo recordamos o derradeiro jogo do campeonato nacional de 78, quando um empate a dois golos em casa diante do Oeiras garantiu a qualificação para a prova rainha do hóquei patinado europeu da época seguinte. Recordamos os festejos que se seguiram a esse feito, com o povo valonguense a carregar os seus heróis em ombros. A estreia na Europa deu-se então na Alemanha, mais precisamente em Iserlohm, onde nomes como Aguiar, Lino, Armindo, Pires, Américo, Queirós, Camões, e Vítor Francisco ascenderam ao patamar das lendas. Foram eles que apresentaram o Valongo ao “Velho Continente”. E já que falamos em nomes lendários do clube não podemos esquecer Eugénio, Carlos Camões, António Vale, José Nora, José Alves, entre muitos, muitos outros ícones dos patins e do stick que nasceram no Valongo e ajudaram-no a catapultar-se para os patamares mais altos do hóquei nacional e internacional.
E se estes homens tiveram um papel fundamental dentro do campo – ou do rinque, melhor dizendo – outros tiveram-no fora dele. Foram os dirigentes, casos de João Alves Vale, Joaquim Paupério, Álvaro Reis Figueira, e mais recentemente João Carlos Paupério, também eles com direito a destaque nesta exposição.

Nesta viagem pela história da ADV chama igualmente à atenção a vitrina onde estão guardadas algumas memórias alusivas à grande rivalidade existente com o FC Porto. Recordamos jogos emblemáticos daquele a que muitos chamam de dérbi do norte. Ante o rival azul e branco são célebres os jogos realizados (a céu aberto) no rinque da Praça Machado dos Santos, o popular “largo do patos” (já desaparecido), casa do Valongo durante anos a fio, numa época em que o atual Pavilhão Municipal ainda não havia sido erguido. Jogos em que os ramos das árvores em redor da citada praça se transformavam em “explosivas” bancadas repletas de fervorosos adeptos valonguenses que faziam do local um verdadeiro inferno para os adversários, em especial para os portistas, o velho inimigo, por assim dizer.

Histórias e factos que podem ser vistos e escutados pela voz de muitos dos próprios intervenientes desses acesos duelos, num documentário gravado que passa nos ecrãs espalhados pela exposição. Muito bom este pormenor».  
Devo dizer que esta foi das reportagens que mais prazer me deu, muito pela inolvidável viagem no tempo que fiz nessa tarde do não muito longínquo mês de abril de 2013. A ADV assume-se hoje como um dos grandes clubes do hóquei nacional, ombreando sem medo com os chamados “grandes” do desporto nacional: Benfica, FC Porto e Sporting. O ponto alto da vida da popular ADV seria vivido curiosamente um ano mais tarde após esta exposição ter estado patente, altura então em que o sonho de uma cidade inteira se tornou realidade: Valongo era campeão nacional de hóquei em patins. Feito esse que enquanto profissional da comunicação tive igualmente o privilégio de viver  in loco, e o qual passo a aqui a recordar nas linhas que nesse dia me saíram da alma: 

Valongo, campeão nacional da 1ª Divisão em 2013/14
«31 de maio de 2014. Dia em que se decidia o vencedor do Campeonato Nacional da 1ª Divisão. Todos os caminhos iam dar a Valongo, e ao seu pavilhão municipal, que acolhia uma autêntica final entre as duas únicas equipas que poderiam ainda sonhar com o ceptro de campeão, a Associação Desportiva de Valongo e o Futebol Clube do Porto. Aos portistas bastava um empate para revalidar o título, enquanto que para concretizar o sonho de pela primeira vez ser campeão o Valongo precisava de uma vitória. O trajeto que vai do sonho à realidade durou 50 minutos, período de tempo em que o Valongo se tornou gigante e aniquilou por completo o favorito FC Porto, alcançando um triunfo por 5-3 que fez explodir de alegria o para lá de lotado – e infernal – Pavilhão Municipal. Aos 60 anos de idade o Valongo era finalmente campeão nacional de hóquei patins. Ao fim de 60 anos de intensa procura o título mais ambicionado tinha sido encontrado. Hugo Azevedo, André Girão, Nuno Araújo, Telmo Pinto, Miguel Viterbo, Rafa, João Souto, Henrique Magalhães, João Sampaio, Xavi Cardoso, ou Paulo Pereira ganharam a partir daquele dia o estatuto de imortais, de mitos, cujos nomes irão ser recordados para sempre quando de hóquei se falar nas ruas e cafés valonguenses. Hóquei em Valongo é sinal de paixão, sendo pois com sorrisos de orelha a orelha que o povo valonguense extravasa neste dia o que lhe vai na alma».

Nesse dia percebi a verdadeira razão pela qual o hóquei em patins é de longe Rei em Valongo. 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

ENTREVISTA - José Garrido relembra o "dream team" do Sporting que conquistou para Portugal a primeira prova europeia de hóquei patins

José Garrido, com as cores do seu Sporting
Pode ir longe na estrada do tempo, mas jamais irá cair na berma do esquecimento, tal foi a sua importância não só para a história do hóquei em patins português, como do próprio desporto nacional. Falamos da épica caminhada da equipa do Sporting Clube de Portugal na edição de 1976/77 da então Taça dos Clubes Campeões Europeus - hoje denominada de Liga Europeia. Perdão, da equipa do Sporting não, do dream team (equipa de sonho) dos leões de Alvalade, daquela que nos dias de hoje é recordada como a equipa maravilha do hóquei patins... planetário! Não estaremos a exagerar, longe disso. Na realidade esta equipa transportou a modalidade para a dimensão do espetáculo, graças ao virtuosismo individual de jogadores como Sobrinho, Chana, Ramalhete, Júlio Rendeiro, ou o mestre dos mestres, António Livramento. Se de futebol estivéssemos a falar, diríamos que se tratou de uma equipa de galáticos, de autênticos magos do stick e dos patins. Além de interpretar o hóquei em patins com uma qualidade ímpar, aquela lendária equipa do Sporting conquistou um lugar na história por ter sido a primeira a trazer para solo português um troféu continental ao nível de clubes. Já lá vão 37 anos, mas não se esquece, jamais. E porque o Museu Virtual do Desporto Português tem por missão guardar para a eternidade os feitos - e os seus protagonistas - do desporto nacional, eis que recebemos hoje a visita de um ilustre membro da equipa maravilha do Sporting dessa inesquecível época de 76/77. José António Pereira Garrido, ou simplesmente, Garrido, fez, a nosso convite, uma viagem no tempo para recordar - ainda que em breves palavras - os dias de glórias vividos de leão ao peito, e muito em particular a caminhada triunfal na prova rainha do hóquei patinado europeu. O stick é seu Garrido. 

Museu Virtual do Desporto Português (MVDP): Como qualquer história também a do Garrido teve um início...
Garrido (G): ... Sim, a minha história começa quando eu tinha 9 anos de idade, altura em que na rua aprendi a equilibrar-me nos patins que o meu pai me tinha oferecido. Lembro-me que os usava presos a umas galochas (!). Como vivia em Benfica (nota: Garrido é natural de Lisboa, onde nasceu a 8 de janeiro de 1957) dirigi-me à secção de hóquei em patins do Clube Futebol Benfica, o popular Fófó, no sentido de ali, no clube do meu bairro, começar a praticar a modalidade um pouco mais a sério. Para minha grande desilusão fui recusado! Deram-me a justificação de pretenderem integrar miúdos com mais experiência...

MVDP: ... Mas não se deu por vencido logo à primeira...
G: ...Não. Aos 10 anos, acompanhado pelo meu pai, fui treinar ao Sporting, que era, e é, o meu clube. Fiquei, e comecei a treinar naquele mesmo dia. Recordo que o treinador era o Luís Barata, e após dois meses de treinos tornei-me jogador federado. Estive dois anos na equipa de iniciados, e depois de uma época como juvenil passei diretamente para a equipa de juniores. Em todos estes escalões ganhei títulos, quer distritais, quer nacionais. Aliás, foi enquanto atleta júnior que fui chamado à seleção nacional da categoria, tendo sido campeão europeu em dois anos seguidos, em 1975 e em 1976, sendo que o primeiro título foi alcançado em Darmstadt, na Alemanha. João de Brito era o selecionador nacional dessa altura. Um ano mais tarde voltei a ser campeão europeu, desta feita em Barcelos, com Luís Barata na qualidade de selecionador. Em 1977 subir a sénior, integrando aquela que já era a super equipa de hóquei patins daqueles anos.
A célebre equipa do Sporting que em 1977 conquistou de forma brilhante a Europa do hóquei em patins (Garrido é o primeiro jogador da fila de cima a contar da direita para a esquerda)
MVDP: Chegou ao patamar sénior precisamente na época em que o Sporting encantou o planeta do hóquei em patins com a conquista da Taça dos Campeões Europeus, a primeira eurotaça que viajou para Portugal, no que a hóquei patinado diz respeito. É caso para dizer que o Garrido não poderia ter tido melhor estreia no escalão sénior.
G: Sim, em 1977, no meu primeiro ano de sénior, integrei aquela super equipa que a nível nacional ganhou tudo o que havia para ganhar. Posso dizer que encontrei um ambiente fantástico naquele balneário. Tive o prazer de conviver com grandes hoquistas e sobretudo com grandes homens que me ajudaram a formar-me não só como jogador como também como ser humano. Como referiu na pergunta, este primeiro ano de sénior coincidiu com a conquista europeia, a primeira e única da minha carreira - ao nível de clubes - e sem dúvida o título mais saboroso que obtive. Recordo-me, em particular, da inesquecível chegada a Lisboa - no regresso de Espanha, após ter conquistado o título no rinque do Villanueva - onde uma multidão nos esperava.

O duelo na piscina do Voltregá
MVDP: Apesar de aquele Sporting ter uma equipa do outro mundo a caminhada para o título foi dura, como comprova a meia final diante do campeão da Europa em título, o Voltregá.
G: A primeira mão da meia final foi jogada em Espanha, ao ar livre, e à chuva! Nós propusemos jogar quando a chuva abrandasse ou então no dia seguinte, o que não foi aceite pela equipa da casa. A bola praticamente não rolava e nós ficavámos em zonas pontuais - do rinque - prevalecendo o passe.
Perdemos por 5-2. Em Lisboa vencemos por 8-3 diante de um pavilhão cheio. Na final jogámos a primeira mão em Lisboa, e recordo-me que não cabia um alfinete na Nave de Alvalade. Curiosamente, quatro horas antes do início do jogo toda a equipa foi lanchar a uma churrascaria que havia na zona do Campo Grande e o pavilhão já estava lotado! Vencemos por 6-0.
Em Espanha, na segunda mão, o Sporting fez-se acompanhar por muitos adeptos e voltámos a vencer, desta vez por 6-3, depois de entrarmos a perder por 0-2.
Nesse jogo, o Livramento, o Chana, e o Ramalhete fizeram um jogo brilhante, ao ponto de os próprios adeptos espanhóis nos aplaudirem de pé no final.

Garrido, na atualidade
MVDP: Por falar em António Livramento, o que recorda dessa lenda do hóquei em patins mundial?
G: Não existem palavras para descrever o António Livramento, o melhor jogador do Mundo de todos os tempos. Era acima de tudo um grande ser humano, e mesmo sabendo que era o melhor hoquista do planeta mantinha-se humilde, e sempre pronto para ajudar os colegas. Ainda em relação aquela grande equipa do Sporting não posso deixar de salientar dois outros grandes nomes do clube. O primeiro, o nosso treinador, o Torcato Ferreira, e o segundo um grande senhor, um grande presidente, o senhor João Rocha, que nos levou a alcançar todos esses feitos.

MDVP: Para terminar esta breve visita ao Museu Virtual do Desporto Português, continua ligado à modalidade?
G: Depois de sair do Sporting defendi as cores do Belenenses, Sesimbra, Sanjoanense, e o Campo de Ourique, onde dei por encerrada a minha carreira. Hoje, continuo a jogar ao nível de veteranos, só para matar saudades dos velhos tempos.

VÍDEO: VILlANUEVA - SPORTING (2ª mão da final da Taça dos Campeões Europeus de 1977)