sexta-feira, 9 de agosto de 2024
Ciclista Iuri Leitão conquista a 30.ª medalha olímpica da história de Portugal
quinta-feira, 8 de agosto de 2024
Da Nigéria chegou o homem mais rápido da história de Portugal que em 2004 para aqui trouxe a prata olímpica
segunda-feira, 5 de agosto de 2024
De Espinho a Los Angeles com o bronze (olímpico) como ponto alto de uma carreira que foi curta demais
Os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, foram dos mais produtivos no que diz respeito a medalhas para o desporto português. No total arrecadámos três medalhas, e todas elas no atletismo por intermédio de três dos maiores vultos da modalidade: Carlos Lopes (ouro na maratona), Rosa Mota (bronze, também na maratona) e António Leitão (bronze nos 5000m). Esta performance só seria superada nos Jogos de Tóquio, em 2020, quanto trouxemos para casa quatro medalhas, por intermédio de Jorge Fonseca (judo), Patrícia Mamona (atletismo), Fernando Pimenta (canoagem) e Pedro Pablo Pichardo (atletismo). Mas regressemos a Los Angeles, onde há 40 anos a esta parte um dos maiores fundistas da nossa história viveu o ponto alto da sua notável carreira ao conquistar uma medalha olímpica. António Leitão, assim se chamava este homem nascido em Espinho a 22 de julho de 1960. Leitão começou a evidenciar o seu talento para as corridas na sua terra natal, tendo dados os primeiros passos no Núcleo dos Amigos do Sporting Clube de Espinho e posteriormente passado para este que é o emblema mais representativo desta localidade. Em 1979 tornou-se no primeiro atleta português a conquistar uma medalha nos Europeus de atletismo no escalão de juniores, nesse ano realizados em Bydogoszcz (Polónia), de onde trouxe o bronze. Este êxito fê-lo deixar o clube da sua terra para assinar com o gigante Benfica, clube cujas cores defendeu durante a restante carreira. Ao serviço das águias foi 7 vezes campeão nacional de pista por equipas (80, 82, 83, 84, 86, 89, 90), penta campeão europeu de estrada por equipas (88, 89, 90, 91 e 92), 2 vezes campeão nacional de corta-mato por equipas (81 e 90), e campeão nacional de estrada por equipas (91). O seu maior feito foi, porém, a medalha de bronze nos 5000m dos Jogos Olímpicos, após ter ficado no terceiro posto de uma corrida épica. Leitão era um especialista nesta disciplina do atletismo, como recordou anos mais tarde outro ícone da modalidade, Carlos Lopes: «Ele conhecia muito bem esta distância, tinha velocidade, e toda a sua corrida era dinâmica, ajustada a ritmos fortes». Em Los Angeles, o também português Ezequiel Canário foi o primeiro a dar nas vistas na prova dos 5000m, impondo um ritmo fortíssimo, sendo que posteriormente surgiu António Leitão, que fez de tudo para evitar que alguém o surpreendesse nas últimas voltas, O luso tinha o ouro na mente. Andou sempre no trio da frente e só nos metros finais descolou dos dois primeiros classificados. Tudo porque o marroquino Said Aouita fez a corrida da sua vida, e confirmou aqui o porquê de ser considerado o melhor corredor mundial de pista dos finais dos anos 80. Aouita bateu Leitão e ficou com o ouro, sendo que o suíço Markus Ryffel superou o português quase em cima da meta, arrecadando desta forma a prata. António Leitão teve de resignar-se com o bronze (com um registo de 13.09,20 minutos), que mesmo assim foi memorável. 1984 foi mesmo um ano memorável para o atleta natural de Espinho, já que contribuiu para que a seleção portuguesa garantisse o 3.º lugar por equipas no Mundial de Corta-Mato, realizado em Nova Iorque. As lesões e acima de tudo uma doença rara fizeram com que a sua carreira terminasse cedo de mais. Com apenas 31 anos deixou as pistas, devido a uma doença rara denominada de hemocromatose, que faz o corpo absorver ferro em excesso e provoca depósitos desse material em diversos órgãos, danificando-os a ponto de causar morte prematura. Faleceu, pois, muito novo, com 51 anos, no dia 18 de março de 2012.
sexta-feira, 2 de agosto de 2024
Patrícia Sampaio conquista em Paris (2024) a quarta medalha olímpica no judo
terça-feira, 30 de julho de 2024
Bronze (inesperado) na casa de partida das Olimpíadas
No berço (Atenas) dos Jogos Olímpicos, Portugal conquistou em 2004 três medalhas. Em termos mais precisos, a delegação lusa presente na capital grega arrecadou duas medalhas de prata (por intermédio de Francis Obikwelu – no atletismo – e de Sérgio Paulinho– no ciclismo) e uma de bronze. É esta última que hoje iremos recordar em breves linhas e que foi conquistada por um dos melhores atletas da sua geração, Rui Silva. Nascido em Santarém a 3 de agosto de 1977, o corredor teve a sua estreia olímpica em Sydney, no ano 2000, onde não foi muito feliz a julgar pelo modesto 13.º e penúltimo lugar na prova dos 1500m em atletismo. Este resultado aquém do esperado não esmoreceu o atleta, que um ano depois se sagrava campeão do Mundo nos 1500m em pista coberta, numa competição realizada em Lisboa. Porém, o azar perseguiu o atleta nos anos seguintes, e antes de Atenas teve uma hérnia inguinal que lhe trouxe muitos problemas na preparação para os Jogos, pelo que o objetivo de uma medalha poderia passar por ser encarado de forma excessivamente otimista. No entanto, Rui Silva partiu para os Jogos de 2004 disposto a fazer um pouco melhor do que em Sydney, e a crença, e acima do tudo, o esforço em atingir essa meta ficaram bem patentes nas primeiras eliminatórias e na meia final dos 1500m, em que o atleta conseguiu gerir da melhor maneira o esforço e a sua condição física e dessa forma atingir a final. E no momento decisivo da prova dos 1500m o português fez uma prova espetacular. Estrategicamente começou a corrida ocupando os últimos lugares. Esperou pela última volta para atacar com toda a sua força, arrancando de forma fulgurante no ataque aos lugares da frente, passando pelo espanhol Reyes Estevez e por vários atletas africanos que à partida eram tidos como favoritos à conquista das medalhas. Da legião africana presente nesta final apenas o queniano Bernard Lagat e o marroquino Hicham El Guerrouj não se deixaram ultrapassar por Rui Silva. Os últimos 400m da corrida foram assombrosos para o luso, que acabaria por cortar a meta em 3.º lugar com um tempo de 3:34.18. O queniano Bernard Lagat terminou em segundo lugar com um registo de 3:34.30, ao passo que a medalha de ouro seria conquistada pelo marroquino El Guerrouj, com a marca de 3:34,19. Mas o foco da nação portuguesa estava, naturalmente, em Rui Silva, que conquistava a medalha de bronze, naquele que foi um dos pontos mais altos da sua laureada carreira, onde figuram, por exemplo, as medalhas de ouro dos 1500m nos campeonatos europeus de pista coberta em 1998 (Valência), 2002 (Viena) e Turim (2009).
segunda-feira, 29 de julho de 2024
Memórias da campeã olímpica Fernanda Ribeiro em exposição
No
dia em que tiveram início os Jogos Olímpicos de Paris, 26 de julho, um espaço
comercial localizado na Maia inaugurou uma exposição sobre a Fernanda Ribeiro, uma
das atletas mais mealhadas da história do desporto em Portugal, e que nas
Olimpíadas de 1996 conquistou uma medalha de ouro para o nosso país. Na mostra pudemos
ver alguns objetos pessoais da coleção particular de Fernanda Ribeiro, como por
exemplo, o equipamento (camisola, calção e sapatilhas) com que venceu a medalha
de ouro olímpica em 1996; o dorsal 3643 que a atleta usou nessa epopeia em Atlanta; um pedaço da pista de tartan do Estádio Olímpico de Atlanta; os fatos
de treinos usados nos Jogos Olímpicos de 2000, em Sydney, onde conquistou a sua
segunda medalha olímpica, no caso, a de bronze; e algumas das mais importantes
medalhas conquistadas ao longo da sua carreira, desde logo , o bronze olímpico
de Sydney. A exposição contava ainda com vários painéis ilustrados com capas e
notícias publicadas em jornais com alguns dos principais feitos nacionais e
internacionais da atleta nascida em Penafiel. Uma simples, pequena, mas deveras
interessante exposição desta lendária campeã olímpica lusa.












